Publicado fev 2, 2016

Pedreira Beira Rio amplia produção e reduz custos

Considerado um dos maiores investimentos do setor de agregados no Triângulo Mineiro, projeto resultou num incremento de produção entre 70% e 80%

Uberaba, cidade localizada no Triângulo Mineiro, combina um desenvolvimento urbano sólido – é a sétima economia do Estado, segundo a Fundação João Pinheiro – com uma forte tradição na agroindústria, sendo apontada como polo mundial de melhoramento genético das raças zebuínas.

O crescimento da cidade ganhou mais um impulso com a construção – em andamento - da fábrica de produção de amônia, que deve entrar em funcionamento em 2017. Trata-se de um investimento de R$ 3 bilhões que fortalece o perfil da cidade entre os 100 centros industriais mais importantes do Brasil. Tal contexto positivo motivou a Pedreira Beira Rio, localizada na zona rural do município, a fazer uma mudança importante em 2014. 

A transformação envolveu a ativação de uma nova planta de britagem, em substituição à linha de produção anterior, responsável por transformar a jazida de basalto em uma série de agregados minerais. Formada por um conjunto de equipamentos da Metso, a nova linha permitiu que a produção saísse de um patamar de 50 mil toneladas mensais para um volume entre 85 mil e 90 mil toneladas. O aumento foi acompanhado pela redução de dois para um turno na operação da mineradora. E, em função do desenho da planta, a qualidade dos agregados produzidos também foi aprimorada.

As razões da mudança

O projeto, encampado por Artur Braghetto Barillari, proprietário e membro da terceira geração à frente da empresa, reforça a tradição da empresa criada em 1956 pelo avô do atual diretor. Diretamente envolvido com a produção da Beira Rio, o empreendedor avaliou que iniciar uma obra civil complexa e buscar um financiamento sustentável valiam o esforço de redesenhar a planta de processamento.

“O crescimento da demanda local impulsionou nosso investimento, que já vinha sendo planejado há algum tempo”, explica Barillari. “Trabalhamos de forma preventiva e planejada, cuidando dos ativos para garantir o desempenho e a disponibilidade. A nova britagem nos permitiu atender a demanda dentro e até superando nosso padrão de qualidade”, avalia.

O cenário da Beira Rio antes de 2014

Além da produção abaixo da demanda de mercado – o que significava o não atendimento a parte dos clientes – a Beira Rio precisava lidar com uma planta de processamento com equipamentos com baixa disponibilidade, apesar da equipe de manutenção altamente treinada. O amadurecimento dos ativos também implicava um alto consumo de energia por tonelada produzida. O mesmo acontecia com a mão de obra, em função da necessidade de turnos dobrados. Do ponto de vista de qualidade, a planta de processamento – formada por um rebritador antigo e por um britador cônico – levava à produção de um agregado lamelar.

O redesenho da planta com tecnologia Metso

Com suporte da Metso, a nova planta de britagem da Beira Rio incorporou uma linha completa de equipamentos. O projeto envolveu um britador de mandíbulas, modelo C120, dois britadores cônicos HP300, transportador de correia, alimentador e duas peneiras.

Com esse conjunto, a mineradora conseguiu combinar o aumento de produtividade (entre 70% e 80%) com a melhoria de qualidade. Nesse último caso, o aperfeiçoamento aconteceu pelo uso dos dois britadores cônicos no processo, o que possibilitou a redução significativa de brita lamelar. O salto de qualidade, inclusive, levou a Beira Rio a projetar uma expansão da britagem, de olho em novas oportunidades de mercado, com a diversificação de produção.

A ampliação de mercado, na verdade, já aconteceu com o incremento da produção, o que, obviamente, impactou no aumento do faturamento da empresa. Já os ofensores do processo seguiram em sentido contrário, caso do consumo de energia por tonelada produzida e dos gastos com diesel e geradores utilizados na operação. Ao serem reduzidos, esses insumos imediatamente levaram à diminuição do custo final, gerando uma economia de mais de 55% no consumo energético. O mesmo pode ser dito da mão de obra, agora operante com um turno apenas. Os novos equipamentos igualmente aumentaram a disponibilidade da planta, diminuindo a necessidade de intervenção da equipe qualificada de manutenção.

Os aspectos da cultura corporativa da Beira Rio também tiveram um peso significativo na mudança. A começar pelo empreendedor à frente da empresa. A presença de Barillari na pedreira é constante. Não é incomum vê-lo atuante em todas as fases da produção, inclusive operando escavadeiras na lavra e dirigindo os caminhões que abastecem a planta. O acompanhamento continua com a nova linha de britagem, com o empreendedor monitorando, por exemplo, o funcionamento dos transportadores de correia.

O uso de peças originais é outro mantra na Beira Rio. Isso acontece em todos os equipamentos e envolve todos os fornecedores, tanto no start up, como foi o caso da nova planta de britagem, como em manutenções preditivas, corretivas e de garantia.

Novos investimentos devem marcar futuro da pedreira

A participação ativa de Barillari na operação é complementada pela sua gestão administrativa e financeira, que avaliou os riscos e a oportunidade de ocupar espaço no mercado local de Uberaba. Mais importante ainda: apesar da eliminação de um turno, a ampliação da Beira Rio foi tão bem planejada que a empresa abriu 50 novos postos de trabalho na cidade.
Com o reposicionamento, a pedreira acompanha o ritmo de Uberaba. “A cidade chegará a 500 mil ou 600 mil habitantes nos próximos anos e nós estamos nos preparando para atender toda a demanda da construção pesada e civil”, disse Barillari em depoimento ao Jornal de Uberaba.

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